Fanny Freitas é brasileira do Rio de Janeiro, mas escolheu Portugal para viver. Adora viajar e de longas caminhadas, algumas delas a fotografar aquilo que o seu olhar desperta.
O lugar onde vivemos exerce sobre nós influências silenciosas, moldando gestos, passos e modos de existir. A paisagem, paciente e eterna, dita o compasso de nossas horas e nos acolhe quando precisamos deter o olhar e deixar que a beleza nos abrace.
O mar, para aqueles que o têm por vizinho, estende um chamado constante: convida-nos a atravessar horizontes e a mergulhar nas profundezas de nós mesmos. Em sua imensidão, beleza e força, ele nos inspira, nos aquieta e parece, por instantes, lavar a alma como quem enxuga antigas dores.
O azul de suas águas guarda mistérios e segredos que, ao fitarmos seu reflexo, somos levados para longe — a pensamentos que dançam no limite entre o sonho e a memória.
“Nem que eu bebesse o mar, encheria o que eu tenho de fundo.” - Djavan