Home Cardus Edição 15, novembro 2025

FILATELIA

Edmundo

SELOS, essa coisa admirável!


Dados técnicos:
Emissão: EXPO 2025 OSAKA (Portugal)
Designer: Unidesign/Hélder Soares;
Data de emissão: 10.06.2025;

Mais informação


OSAKA 2025

Encerra no próximo dia 13 de outubro a Expo 2025 OSAKA, à qual esta emissão de selos é dedicada. Abrangendo uma área de 1,55 km2, a exposição alberga participações de mais de 160 países, regiões e organizações, 80 deles com pavilhão próprio, como é o caso de Portugal.

A exposição está instalada numa ilha artificial (Yumeshima, que significa "ilha dos sonhos", um antigo aterro para resíduos industriais na baía de Osaka), sendo a parte mais monumental constituída por um anel (Grand Ring) totalmente construído em madeira, dentro do qual se encontra quase toda a instalação. Com umas dimensões impressionantes (615 metros de diâmetro, 30 metros de espessura e 12 de altura) é a maior estrutura de madeira construída até hoje.

O tema da exposição é Designing Future Society for Our Lives, uma visão que vai ter muitos robôs, IA e muito espaço extraterrestre, se atendermos aos materiais que a maioria dos pavilhões expõem.  Um dos objetivos que o Japão pretende com a exposição é a Sociedade 5.0 (Japan’s national strategy Society 5.0), uma estratégia de desenvolvimento muito interessante que consiste em criar condições para desenvolver uma sociedade centrada no ser humano, no seu progresso económico, e que resolva problemas sociais utilizando os meios cibernéticos e físicos mais avançados. Basta ler este título para nos apercebermos quanto o Japão está evoluído e por que razão cativa, atrai e impressiona quem o visita.

O pavilhão de Portugal foi desenhado pelo arquiteto Japonês Kengo Kuma (o mesmo a quem se deve o novo CAM da Gulbenkian), que ganhou o concurso aberto para o efeito, o que deixou os arquitetos portugueses muito desagradados, pois foi a primeira vez que um pavilhão nacional para uma exposição internacional não foi entregue a um português.

Ao que leio, o Pavilhão de Portugal está bem localizado e dá nas vistas pelas cordas e redes suspensas (recicladas) que se movem livremente, tal como o oceano, o tema recorrente de Portugal em exposições.

A música acompanha sempre os grandes eventos, a canção oficial da EXPO foi composta por KOBUKURO um duo que nasceu nas ruas de Osaka e que hoje é bastante popular não só no Japão como fora. A canção é simples e alegre, convida à dança, no vídeo abaixo os dois músicos passeiam pelas partes mais emblemáticas da exposição com o seu hino em fundo musical.

Portugal também selecionou uma canção oficial, Pangea, uma composição instrumental (piano) de Máximo Francisco, um artista emergente que promete, dada a sua crescente popularidade e atividade. A composição está alinhada com o tema do pavilhão (Oceano: Diálogo Azul), oiço-a e vejo o oceano, o azul, o movimento, a ondulação ora forte ora fraca.

É assim, desta vez, os selos levaram-nos a Osaka. É essa a sua missão: contribuir para um mundo mais comunicativo, mais inclusivo, mais aberto e abrangente.