Voluntariado sénior são duas palavras aparentemente em contrassenso: à partida um sénior será um agente recetivo e não ativo de voluntariado. Não é bem assim, a sociedade mudou, séniores, mesmo de idade avançada, podem e devem praticar o voluntariado. E é bom para eles.
Pergunto à IA quais as vantagens do voluntariado sénior. A resposta vem rápida e já em texto estruturado. Era só copiar, colocar nesta página, e tinha a tarefa mensal realizada. Fico-me pela síntese inicial do texto:
O voluntariado na terceira idade não é apenas uma forma de ocupar o tempo; é um caminho de dois sentidos onde quem dá, recebe muito em troca. À medida que se envelhece, especialmente após a reforma, muitos idosos enfrentam o risco de isolamento ou a perda de um sentido de propósito. O voluntariado sénior surge como uma ferramenta poderosa para combater estas questões, promovendo um envelhecimento ativo, saudável e com significado.
O que é o voluntariado? A prática de serviços ou atividades não remunerados é o ponto comum a todas as definições. Volto à IA: O voluntariado é o conjunto de ações de interesse social e comunitário, realizado de forma livre, desinteressada e organizada, sem fins lucrativos. Na minha visão, mais economicista, acrescento que o voluntariado permite fazer coisas que não seriam feitas por não haver dinheiro. E desta forma corto pela raiz o que também oiço dizer: que o voluntariado tira empregos. Não se pode tirar o que não existe.
Pratico o voluntariado desde que me reformei. E foi a forma, saudável, que me proporcionou continuar ativo e manter algum protagonismo interveniente na sociedade. Penso mesmo que deveria haver mais do que uma reforma. Pelo menos duas: uma inicial, ainda com vínculo laboral, mas com redução de horários, responsabilidades e, eventualmente, salários, que poderiam ser compensados pelo estado; e uma segunda, essa então a definitiva, tal como se pratica hoje, em que, de um dia para o outro, passamos, numa grande maioria, apenas a consumir a riqueza que outros produzem. Não vejo viável um país em que são cada vez mais aqueles que consomem do que aqueles que produzem.
Estou, desde o a sua fundação, ligado a uma associação de voluntariado sénior que celebra este ano o seu 10º aniversário. Chama-se Ser Mais Valia, agregra voluntários de competências com mais de 55 anos e tem tido uma intervenção relevante nos PALOP. É lá que pratico o meu envelhecimento participativo, é lá que que quem estiver interessado o pode praticar também.