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Passatempos


Isabel

Colaboração extraordinária de Edmundo Cardeira

Este passatempo é baseado na série "VULTOS DA HISTÓRIA e da CULTURA" que foi emitida pelos CTT em 25/04/2025.

O passatempo consiste em associar a imagem do vulto representada no selo ao texto descritivo (retirado da pagela) que lhe corresponde.




VULTOS da HISTÓRIA e da CULTURA

Comece por ler o texto informativo sobre o Vulto clicando sobre o botão do correspondente número do quadro. Lido o texto “agarre” o selo (coluna da esquerda) que identifica a pessoa descrita e “arraste-o” para dentro do quadro. Se estiver certo o selo muda de posição, se não volta à inicial. Nota: passe o cursor sobre o selo para identificar o nome do Vulto.

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Uma das mais conhecidas atrizes portuguesas, estreia-se com 15 anos, durando a sua carreira uns longos 75 anos. Representou no Teatro Nacional D. Maria Il, na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro e na Companhia Palmira Bastos-Alexandre Azevedo. Embora tenha participado em um filme mudo, a sua dedicação foi ao teatro. A última peça que representou, As Árvores Morrem de Pé, foi passada na televisão em 1966, tendo ficado célebre a frase «Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores» dita pela atriz de 90 anos. Foi agraciada com vários prémios e condecorações de que se destaca a Ordem Militar de Sant'lago da Espada.

Professor catedrático, ativista político e opositor do Estado Novo, fundou a Comissão Democrática Eleitoral que deu origem ao MDP/CDE. Preso político, demitido do seu lugar de professor e mantido sob vigilância pela PIDE, após o 25 de Abril de 1974 foi ministro no primeiro, quarto e quinto governos provisórios. Nas eleições constituintes de 1975 consegue cinco assentos parlamentares. Acabou por abandonar a vida política, regressando ao ensino universitário. Prolífico autor na área da Economia, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem da Instrução Pública e com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'lago da Espada.

Foi professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, reitor da mesma universidade, presidente da Academia Portuguesa de História e exerceu o métier de historiador. Entre várias obras e centenas de trabalhos de investigação, destaca-se a monumental História de Portugal em 19 volumes, da sua exclusiva autoria. O seu trabalho estendeu-se a universidades de Espanha e de França, bem como ao Brasil e a vários outros países da América Latina. Distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias, entre muitos outros, foi também agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar deSantiago da Espada.

Figura emblemática da cultura equestre portuguesa e amante de música clássica, montava sempre acompanhado das obras de Verdi. Reconhecido mundialmente como o último grande Mestre da Equitação Clássica, deixou pelo mundo um enorme número de alunos fiéis aos seus ensinamentos. Grande embaixador da arte equestre, os seus ensinamentos deram a volta ao globo, das Américas à Ásia e mesmo à Oceânia. A sua vida foi dedicada ao ensino e à dressage e acabaria por criar o seu picadeiro, visitado por centenas de alunos de todo o mundo. Foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Iniciando o seu ofício em Portugal na Orquestra da Real Câmara, continua os estudos em França, envereda por uma carreira de pianista virtuoso e estreia as suas primeiras composições. Já com fama estabelecida, vai para Londres onde é professor de piano de famílias da aristocracia. Em Lisboa compõe a sua obra-prima, o Requiem Op. 23 (À Memória de Camões). Dirige a escola de música do Conservatório Geral de Arte Dra-mática, onde desenvolve um novo modelo de pedagogia musical. Compôs concertos, sonatas e fantasias e variações para pianoforte. Na sua obra refletem-se os valores da liberdade individual e da soberania da nação portuguesa. 

Ficcionista, jornalista e tradutora, consagrou-se com o romance Viver com os Outros, no qual conjuga a preocupação social com a procura de renovação estética da narrativa. Escreveu romances, peças de teatro, livros infantis, milhares de crónicas para jornais e revistas, bem como para a rádio e a televisão. Foi tradutora de Tolstoi, Erich Maria Remarque e Graham Greene, entre outros. Galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco, Prémio de Literatura Infantil e juvenil, Prémio de Consagração de Carreira da ISPA e Prémio Femina por Mérito na Literatura, foi ainda agraciada com a Ordem do Mérito e a Ordem da Liberdade.

Artista multidisciplinar, foi pintor, desenhador, gravador, escultor, fez trabalhos de tapeçaria, mas ficou conhecido como um dos mais importantes ceramistas portugueses. O seu trabalho é associado ao neorrealismo português e está representado em vários museus como o de Arte Moderna de Tóquio ou o do Chiado. As suas obras públicas mais conhecidas são, talvez, o painel na Reitoria da Universidade de Lisboa, o revestimento exterior e interior da Casa da Sorte, dois painéis na Pastelaria Mexicana e o revestimento da estação de metro da Bela Vista. Foi agraciado com a Ordem Militar de Santiago da Espada.

Um dos mais importantes escritores portugueses da segunda metade do século xx, começou por seguir a carreira de jornalista. Criou a revista Almanaque e foi cronista do Diário de Lisboa, entre outros. A sua carreira de escritor é sui generis, pois não se fixa em nenhum género e cada um dos seus livros começa e termina um ciclo de criação literária. O Delfim é considerado a sua obra-prima, mas várias outras são consideradas de excelência, como A Balada da Praia dos Cães. Galardoado com vários prémios, foi condecorado com a Ordem da Liberdade e com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito.