Todas as viagens começam pelos sentidos. Algumas de entre elas não saem do nosso imaginário; outras, porém, constroem as nossas futuras memórias.
A viagem que vos trago hoje surge dos sentidos e, quiçá, venha a ser realizada ainda este ano, mas, por enquanto, é apenas um movimento que surge de dentro de mim e começa a dançar em direcção à concretização.
O destino que desenho em mim é uma viagem ao Peru durante o mês de Agosto. Mês de Pachamama, festa tradicional celebrada em todo o país como tributo à Mãe Terra.
A viagem começa em Cuzco, uma cidade à qual chegarei desde Lisboa. O destino foi escolhido para assistir, nos dias 1 e 2 de agosto às celebrações consagradas à Mãe Terra. Daqui, e após visitar a montanha das sete cores, rumarei em direcção a Águas Calientes para, além do mais, visitar Machu Piccu. Perto de Águas Calientes há muitos outros locais a visitar. Escolhi visitar as cataratas de Allcamayo. Desfrutar da natureza, enquanto se antecipa o prometido êxtase de um banho nas suas cascatas que será, certamente, inesquecível.
De Águas Calientes parto para Ayacucho. Não poderei visitar tudo o que há por lá, sob pena de me perder por aqueles lados. Assim, passarei por aqui, sempre com o intuito de visitar a cidade e de me banhar nas Lagoas Turquesa Millpu. Valeria a pena visitar o Vulcão Phapupum, mas confesso que não quero correr o risco de perder outros paraísos maiores.
Parto para Puerto Maldonado. A floresta Amazónica. Confesso que é o percurso que me causa mais entusiasmo. Optei por passar quatro dias a dormir dentro da floresta. Já tive a experiência de fazer uma pequena incursão nesta floresta quando visitei Canayma, na Venezuela, teria 25 anos de idade. Sabendo o que viverei, não perderei a oportunidade de mergulhar na selva e adormecer embalada por árvores grandiosas e seculares.
Depois desta imersão, volto à " realidade" para seguir até Puno, a melhor cidade para aceder ao lado de Tatanica e à ilha flutuante de Uros.
A viagem continuará por outras cidades até chegar a Lima e donde finalmente regressarei a Lisboa. Parece que Lima é uma passagem obrigatória para aqueles que não dispensam os prazeres da mesa o que é o meu caso. Deixo-vos, pois, com água na boca para o próximo mês, no qual partilharei a restante viagem imaginária ao Peru com um pouco da sua história e uma receita de uma iguaria … assim, tenho a certeza que ficarão atentos ao próximo artigo.
Mia Jorge